Existem inúmeros
sentimentos que nunca vou conhecer, nem eu, nem vocês se não olharem bem a
vossa volta.
Numa sala de
espera para a terapia semanal, cheia de gente, reparo que: toda a gente leva alguém,
raras são as pessoas que vão sozinhas, EU ( ser raro).
Mães com seus
filhos que fazem de um todo, para os sossegar e tranquilizar durante a terapia,
hoje vi uma com umas cuecas do miúdo na cabeça a fazer de super –home, nossa
ser mãe deve ser super-crazy! Do outro lado estava um casal com a filhota e
esta insistia permanentemente em pintar os lábios do pai em vermelho, e ele
estava lindo todo esborratado.
Um casal sexagenário
onde ela tinha perdido a voz num acidente e o marido todas as semanas lá esta
com ela, apoiar ou a chatear vejo-os sempre juntos.
Uma jovem de
trinta e poucos anos a qual é professora e tem um problema na cordas vocais, o seu
namorado ou marido ou amante, vai sempre com ela, são taõ lamechas, que eu até
me sento no chão com os bichinhos, só para não enjoar logo as nove da manhã.
E como estes
muitos mais casais dependentes um dos outros. E pais que não largam os filhos
mesmo eles sendo já adultos. NOSSA…..
Eu pergunto-me,
se essas pessoas não trabalham e não tem nada de mais importante a fazer a não
ser secar com a pessoa que lá tem de estar!!! O pai ou a mãe com os bichos
carpinteiros ( desculpem!) as crianças ainda compreendo, agora os adultos!!!
Please….
Isto tudo para
dizer o que? Caramba, sou mesmo fixolas, curto ir sozinha, sinto-me gigante e
segura a beira dos outros pacientes… se algum dia tive duvidas que me amava,
hoje tive a certeza que sim. Sabes Rute Olávia
estou aqui para ti … muahhhhh
Até ao próximo post….
Kiss kiss
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