25.5.16

Ser uma solteira feliz, tornou-me mais exigente ...

Em relação ao amor, hoje sou menos iludida, mas também muito mais criteriosa. Não que eu tenha desistido deste sentimento, mas aquela empolgação juvenil e até inocente já não existe.O ponto da questão é que já vivi situações para perceber que relação amorosa não envolve só sentimentos. Envolve diferenças, envolve família, envolve vizinho, cão/gato e smartphone . Dois deixam de ser dois e passam a ser um número incontável de gente, todos a querer a nossa felicidade ou não. Envolve paciência, pressão, frustração, desconfiança.Claro que envolve também coisas maravilhosas, como vida partilhada, companheirismo, afecto, amor, confiança.Eu lembro-me muito bem quando eu tinha 15 anos e sonhava em namorar. Achava que era o melhor que me poderia acontecer na época, mas não aconteceu… Fiquei frustrada, mas fui andando. Aos 18 finalmente tive um relacionamento mais sério posso dizer que a vida me deu um estaladão.Namorar não era nada daquilo que eu fantasiava. Não fiquei amarga ou desesperançosa. Fiquei realista.Hoje, após alguns relacionamentos profundos e aos 33 anos, vejo o quanto ser solteira representa liberdade e aprendizagem para mim. Não tenho medo de ficar sozinha em casa em pleno sábado à noite. Não tenho medo de ir a eventos sociais sem uma moleta. Eu construí a vida com os meus passos. Um atrás do outro, aos trancos e barrancos. Mas hoje eu sou eu. Quem entrar na minha vida não será o protagonista pois a protagonista já existe. Quem entrar na minha vida irá ser referência e não a coordenada.A questão é que as frustrações ensinaram-me, a amar-me mais, a valorizar mais meus momentos comigo mesma. Estar feliz e solteira ensinou-me a ser mais exigente. E alguém para entrar no meu mundo tem que fazer por merecer.Eu gosto tanto de escrever, eu gosto tanto de estar e conversar comigo mesma que não dá pra trocar isso aqui por um “Olá, gata” ou pior: “Olá, desaparecida” eu nunca fui dada como desaparecida. Não dá para trocar, Anatomia de Grey ou Versailles na TV, por uma conversa superficial ou sem afinidades.

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